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quinta-feira, 29 de maio de 2014

Mais de 5.000 pacientes psiquiátricos em fila de espera é tema de CPI


Devido à caótica situação da saúde mental no Paraná, foi criada a CPI da Saúde Psiquiátrica para investigar os diversos casos na área. O deputado Ney Leprevost, designado presidente da Comissão e autor do projeto se reunirá, juntamente com outros 6 deputados, para apurar informações e denúncias.

A primeira reunião da CPI acontece já na próxima terça-feira, 03/06, e terá como depoente o Dr. André Rotta Burkiewicz, presidente da Sociedade Paranaense de Psiquiatria. O tema será a falta de leitos e o fechamento de ambulatórios para o tratamento da saúde mental.

Segundo Burkiewicz - “Esta situação é absurda pois muitos deles estão sofrendo sem ter um apoio psiquiátrico e psicológico adequado. Dessa forma a doença se agrava e o paciente corre grandes riscos como suicídio, crises de pânico e dependência química,o que torna mais difícil e demorado o tratamento.”

Conforme relata o Dr. Guilherme Gois, diretor da Clínica Ômega, a fila de espera para internamento na cidade de Curitiba ultrapassa 5.000 pacientes, alguns incluídos desde 2012 e a grande maioria com espera há mais de 6 meses. Em torno de 90% aguardam para atendimento no Centro de Especialidades Médicas da Matriz, único ambulatório administrado totalmente pela prefeitura, com médicos concursados. Os outros estão na fila dos demais ambulatórios, todos privados, que prestam serviço através de contratos com a SESA.

“Em minha opinião, um dos grandes fatores dessa enorme fila de espera é o subfinanciamento dos serviços pelo poder público. O repasse para as consultas ambulatórias se mantém o mesmo desde 2008, de R$14,03 por consulta. Este valor não foi sequer corrigido durante todos esses anos. Dificulta a sobrevivência dos ambulatórios, que não têm capacidade financeira para pagar suas despesas básicas e principalmente contratar profissionais de psiquiatria, pois não aceitam atender pacientes por R$10,00 a consulta.” declara o Dr. Guilherme.

Para Leprevost, “a situação tende a piorar se providências urgentes não forem tomadas. A CPI pretende investigar esses casos e propor soluções que resolvam de uma vez por todas o problema.”

terça-feira, 27 de maio de 2014

CPI investiga crise na saúde psiquiátrica



Desde que entrou em vigor a Lei da Reforma Psiquiátrica - em 2001 - a capital paranaense perdeu mais de 56% dos leitos destinados a internar pessoas com transtornos psíquicos ou dependência química. O quadro torna-se ainda mais alarmante quando o número de internamentos não acompanha a criação de novas vagas, gerando caos no sistema já precário.

O Hospital Nossa Senhora da Luz fechou 140 leitos e a mantenedora da instituição informa que a medida foi tomada em cumprimento à Lei da Reforma Psiquiátrica.

Em razão disso o deputado Ney Leprevost propôs, em caráter de urgência, a criação de CPI para investigar diversas denúncias na área. A primeira reunião acontece na próxima terça-feira, dia 03/06, na Sala de Comissões da Alep, cujo depoente será o Dr. André Rotta Burkiewicz, presidente da Sociedade Paranaense de Psiquiatria, representando a Associação Médica do Paraná.

A Comissão pretende investigar a falta de leitos, o fechamento de ambulatórios de saúde mental, as parcerias com clínicas privadas, as atividades dos profissionais de psiquiatria, a desassistência aos dependentes de crack, a falta de medicamentos para o tratamento, o fim da residência médica no Hospital Nossa Senhora da Luz e o abandono aos doentes mentais graves.
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