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quarta-feira, 11 de junho de 2014

CPI Psiquiátrica: Cerca de 12 mil pacientes esperam na fila em Curitiba

Da esquerda para a direita: Dr. André Rotta, deputado Ney Leprevost e deputado Felipe Lucas
A CPI da Saúde Psiquiátrica, proposta pelo deputado Ney Leprevost, já começa a obter os primeiros resultados. Apurou-se, nesse momento, que a fila de espera por atendimento psiquiátrico e psicológico na cidade de Curitiba e Região, ultrapassa o que se imaginava ser de 4.319 pessoas, chegando a assustadores 11.869 pacientes.


Desse total, 384 pacientes psiquiátricos e 1495 pacientes da área de psicologia nunca serão atendidos devido ao fechamento das clínicas Reintegrar e Elo. O ambulatório da Prefeitura é o que apresenta o pior quadro, com absurdos 8.000 pacientes a espera por atendimento.

A 2ª reunião da CPI já está agendada para o dia 18/06, na Sala de Comissões da Alep, às 10h30 e um dos assuntos abordados será “as parcerias realizadas para tratamento da saúde mental”.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Mais de 5.000 pacientes psiquiátricos em fila de espera é tema de CPI


Devido à caótica situação da saúde mental no Paraná, foi criada a CPI da Saúde Psiquiátrica para investigar os diversos casos na área. O deputado Ney Leprevost, designado presidente da Comissão e autor do projeto se reunirá, juntamente com outros 6 deputados, para apurar informações e denúncias.

A primeira reunião da CPI acontece já na próxima terça-feira, 03/06, e terá como depoente o Dr. André Rotta Burkiewicz, presidente da Sociedade Paranaense de Psiquiatria. O tema será a falta de leitos e o fechamento de ambulatórios para o tratamento da saúde mental.

Segundo Burkiewicz - “Esta situação é absurda pois muitos deles estão sofrendo sem ter um apoio psiquiátrico e psicológico adequado. Dessa forma a doença se agrava e o paciente corre grandes riscos como suicídio, crises de pânico e dependência química,o que torna mais difícil e demorado o tratamento.”

Conforme relata o Dr. Guilherme Gois, diretor da Clínica Ômega, a fila de espera para internamento na cidade de Curitiba ultrapassa 5.000 pacientes, alguns incluídos desde 2012 e a grande maioria com espera há mais de 6 meses. Em torno de 90% aguardam para atendimento no Centro de Especialidades Médicas da Matriz, único ambulatório administrado totalmente pela prefeitura, com médicos concursados. Os outros estão na fila dos demais ambulatórios, todos privados, que prestam serviço através de contratos com a SESA.

“Em minha opinião, um dos grandes fatores dessa enorme fila de espera é o subfinanciamento dos serviços pelo poder público. O repasse para as consultas ambulatórias se mantém o mesmo desde 2008, de R$14,03 por consulta. Este valor não foi sequer corrigido durante todos esses anos. Dificulta a sobrevivência dos ambulatórios, que não têm capacidade financeira para pagar suas despesas básicas e principalmente contratar profissionais de psiquiatria, pois não aceitam atender pacientes por R$10,00 a consulta.” declara o Dr. Guilherme.

Para Leprevost, “a situação tende a piorar se providências urgentes não forem tomadas. A CPI pretende investigar esses casos e propor soluções que resolvam de uma vez por todas o problema.”
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