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terça-feira, 20 de maio de 2014

Pais e cientistas preocupados com obesidade infantil



Segundo dados de uma pesquisa recente nas escolas municipais de Curitiba, mais de 37% das crianças em idade escolar estão acima do peso e 14% delas já podem ser consideradas obesas. Um estudo publicado pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia previu que há 30 anos o índice de obesidade em crianças era de 3% e hoje já chega a 15% o que torna o quadro assustador. Os cientistas perceberam, ainda, que as crianças com sobrepeso na pré-escola tem quatro vezes mais chances de se tornarem adolescentes obesos.

Esse quadro tem como principal causa o estilo de vida pouco saudável e a falta de exercícios físicos da atualidade, onde as crianças passam cada vez mais tempo em frente à televisão ou computador e consumindo lanches pouco nutritivos e altamente calóricos.

Os pais devem tomar cuidado e observar a importância de educar e manter hábitos saudáveis com os pequenos, oferecendo alimentos nutritivos e sendo exemplo para seus filhos. As crianças aprendem observando os pais, por isso é tão importante que se mantenha uma alimentação rica, com variedades e cores diversas.

O cardápio infantil deve conter todos os nutrientes (vitaminas, minerais, carboidratos, proteínas e lipídeos). Pois são necessários para garantir energia e manutenção do organismo.

Algumas dicas para ajudar na hora das refeições:

- Apresente à criança a comer de forma saudável oferecendo cardápios visualmente interessantes e coloridos. Estimule, também, o consumo daqueles alimentos que elas já experimentaram.
- Converse sobre a importância de comer coisas saudáveis e a função que os alimentos tem para o bom funcionamento do organismo.
- Convide-as para cozinharem junto, as crianças adoram ajudar e é uma boa maneira de que conheçam novos sabores.
- Evite manter na despensa alimentos ricos em gorduras nocivas tais como bolachas e doces. Ao invés disso tenha sempre em casa uma variedade de frutas frescas.
- Priorize o consumo de água ou sucos naturais.
- É importante fazer as refeições em família, na mesa e com a televisão desligada. As crianças devem criar o hábito de compartilhar junto com os adultos. Essa é a hora de conversar sobre o dia da família e delas contarem sobre suas atividades na escola. Momentos essenciais para que se crie bons hábitos alimentares.
- Nunca faça comidas diferenciadas para as crianças. Mas use o bom senso e saiba que nem sempre eles vão experimentar certo tipo de alimento, por isso tenha uma opção agradável ao paladar infantil.
É importante lembrar que o sucesso na dieta dos pequenos depende da colaboração de toda a família. É essencial que os pais sejam consistentes e façam as regras de forma igualitária. Não adianta nada um dos pais oferecer alimentos saudáveis e o outro encher a criança de doce.

terça-feira, 13 de maio de 2014

Deputado entra com pedido de investigação sobre a falta de leitos psiquiátricos




LEPREVOST ENTRA COM PEDIDO DE INVESTIGAÇÃO SOBRE A FALTA DE LEITOS PSIQUIÁTRICOS

Desde que a Lei da Reforma Psiquiátrica entrou em vigor, em 2001, o número de leitos destinados a internar pessoas com transtornos psíquicos ou dependência química vem diminuindo drasticamente. De 2005 até agora, as vagas existentes caíram mais de 35% no Paraná. Só na capital, no ano passado, foram extintos 182 leitos. A diretriz nacional aposta no tratamento em rede, com a criação de novas vagas em Centros de Atenção Psicossocial (Caps) e nos hospitais gerais. No entanto, os espaços criados nesses centros não acompanham o ritmo daqueles que estão sendo desativados em hospitais psiquiátricos.

Segundo o que diz a Lei, seria necessário a abertura de leitos de atendimento em psiquiatria nos hospitais gerais e isto não foi feito até hoje, quase 13 anos após ser promulgada. Atualmente existem duas opções para internamento: Mediante o SAMU - com o aval de um psiquiatra ou solicitado por profissionais da Caps.

Para o Deputado Ney Leprevost, a situação é caótica e urge uma investigação sobre a falta de leitos psiquiátricos em Curitiba. “A desassistência aos pacientes da saúde mental na capital é algo que vem alarmando muito os profissionais da área. Precisamos rapidamente obter maneiras de reestruturar as parcerias com as clínicas privadas que atendiam o SUS de forma a agilizar o processo de internamento, pois a diretoria da Saúde Mental da Secretaria Municipal da Saúde retrocedeu ao extinguir essas parcerias. Devido a isso, entrei com recurso junto aos órgãos responsáveis para que sejam tomadas providências urgentes”, declara o deputado.


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